Contra o golpismo tucano, a democracia passou a ser o bem maior

PSDB golpista

Por Iram Alfaia

A coerência entre discurso e prática é fundamental para o bom exercício da política. Muitas figuras de destaque na história do país lograram êxitos nas suas trajetórias por não se afastarem um milímetro dessa vocação. Eram assim homens como Sobral Pinto, Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela, Mario Covas e Miguel Arraes.

A safra atual de políticos não é uma das melhores, mas com certeza diversos parlamentares pautam sua atuação com um mínimo de coerência nas suas atividades. O problema é quando figuras da chamada alta política abusam das incongruências.

É o caso do senador Aécio Neves. Reeleito no último final de semana para presidir o PSDB, o tucano mineiro fez um discurso que não condiz com a história do seu partido na defesa da democracia.

Os tucanos-grandes adotaram o discurso golpista contra um governo legítimo, eleito pela maioria do povo brasileiro. Uma prática estranha a quem outrora esteve ao lado do povo lutando por eleições diretas e a redemocratização do país.

“Dentro de muito pouco tempo, não seremos mais a oposição (…) Amigos e amigas, tucanos de todo o Brasil. Aproxima-se o momento de construirmos uma nova agenda para fazer as transformações que o Brasil reclama”, previu o senador mineiro.

“Estamos prontos para o que vier. Precisamos ir até o fim para que o Brasil seja passado a limpo”, emendou o ex-presidente Fernando Henrique Cardozo.

Discursos que mexem com Mário Covas no túmulo. Um dos fundadores do PSDB e líder da oposição ao regime militar, Covas foi o autor do discurso histórico na Câmara que antecedeu o AI-5.

“Não permitais que um delito impossível possa transformar-se no funeral da Democracia, no aniquilamento de um Poder e no cântico lúgubre das liberdades perdidas”, apelou em vão o deputado.

Embalados por diversos fatores, os tucanos apostam no fim a curto prazo do Governo. De forma oportunistas, querem se aproveitar dos baixos índices de popularidade de Dilma.

Uma estratégia perigosa. A população pode até não apoiar o governo, mas rejeita qualquer tipo de golpe e mudanças nas regras do jogo. Portanto, a defesa da democracia passou a ser o bem maior de todos.

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