O filho do Lula, a nora do Lula, o amigo do Lula…Não tem também o vizinho e o papagaio?

Tijolaço

Por Fernando Brito do Tijolaço

Na impossibilidade de achar algum negócio escuso que incrimine o ex-presidente Lula, de alguns dias para cá, o assunto são os parentes, familiares, supostos amigos que estariam sendo presenteados “do nada” por corruptos que resolveram participar da promoção “delate o Lula e ganhe desconto na prisão”.

Faltam o vizinho, o cachorro, o papagaio e aqueles caras da roda de truco com quem Lula gostava de se divertir.

Não duvide, a coisa anda nesta base, e é capaz de aparecer trombadinha de rua dizendo que deu um cordão para a filha do Lula, para ver se a cana fica mais frouxa.

É curioso, aliás, que a “temporada” tenha coincidido com a agonia final do deputado Eduardo Cunha que, agora, é apresentado como “o homem que Lula quer salvar”, mesmo que Lula diga publicamente que não apenas não quer como o presidente da Câmara é homem do bem querer da oposição.

A Folha traz hoje matéria sobre a reunião de Lula com a bancada do PT, em Brasília.

Nela, além do “pacto de proteção a Cunha” em que querem por força enfiá-lo, agora “Lula defende [a] demissão de Levy”.

Ora, alguém acha que Lula ia defender a demissão de um ministro assim, abertamente – quantos deputados havia na reunião? 20? 30? Ha segredo com tanta gente?.

É obvio que Lula fez o que faz quase toda a torcida do Flamengo, exceto o pessoal do rentismo que, eventualmente, torça pelo rubronegro: criticou a política econômica.

Se tivesse pedido a cabeça de Levy ia ser um tal de deputado correndo para os cantos a falar no celular com jornalista que não sobraria um na sala.

É como diz o Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo:

“Em tempos normais, um erro desta natureza custaria um ou vários empregos. Mas hoje você pode errar quanto quiser – desde que seja contra Lula. (Ou Dilma e o PT, aliás.)”

Mas neste caso, reconheça-se, não há culpa alguma do repórteres que em nenhum momento escrevem “demissão”, “saída” ou “substituição”.

É a chefia, mesmo, quem manda às favas os fatos e adere ao inexistente como forma de fazer o “antilulismo”.

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