Desculpe-me 247, mas Paulinho da Força não é franco

Solidariedade

 

Por Iram Alfaia

Tenho minhas dúvidas se o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, agiu com franqueza ao dizer que “só tem um jeito de fazer o impeachment de Dilma, que é segurar o Eduardo Cunha”. As palavras ditas em entrevista ao Jornal Nacional foram classificadas pelo site Brasil 247 como um ataque de franqueza ou “sincericídio” que desmoraliza de vez a conspiração golpista.

Acredito que não houve um pingo de sinceridade nessa entrevista. Caso estivesse numa situação política melhor, Paulinho da Força teria abandonado o navio junto com os tucanos. O líder sindical já sabia que havia se tornado artífice de uma causa perdida.

Raposa na política brasileira, Paulinho jamais cometeria o erro primário de ficar ao lado do insustentável. A explicação mais lógica sobre sua posição a favor de Cunha pode estar no submundo do crime.

Assim como o amigo, a quem classificou como a pessoa mais correta que já conheceu na vida, Paulinho está todo enrolado. Virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) acusado numa ação penal por crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Agora, o principal aliado de Cunha foi indicado pelo seu partido, o Solidariedade, para analisar no Conselho de Ética se o amigo quebrou o decoro parlamentar. É ou não é de lascar?

 

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2 comentários sobre “Desculpe-me 247, mas Paulinho da Força não é franco

  1. Existe uma diferença enorme em “ser sincero” sobre um assunto, e o motivo de determinada ação.
    A referência foi a uma confissão, a sinceridade sobre a necessidade de ter Eduardo Cunha em favor do Impeachment, fato que a oposição sempre negou e finalmente alguém “deixou escapar”.
    O motivo Pessoal do Paulo apoiar Cunha não muda a sinceridade da declaração.

    É como declarar que não gosta de comer vegetais, mas num momento de necessidade aceitar “pastar” um pouco. Foi sincero no que disse, independente do motivo pessoal do ato.

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    • Olá Silvana, considero muito boa as suas argumentações a respeito do artigo. Nossa divergência pode ser explicada pelo conceito de sincero. Na minha opinião ele é muito mais amplo. No dicionário Michaelis, por exemplo, uma pessoa sincera possui lisura de caráter, qualidade que não reconheço no parlamentar.

      Obrigado pelos comentários,

      Iram Alfaia

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