A bomba Cunha no colo de Temer

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Por Iram Alfaia

A pressão popular foi mais forte do que qualquer articulação para salvar no Conselho de Ética da Câmara o mandato do comandante do golpe Eduardo Cunha. No plenário, o apelo será ainda maior para que o destino dele seja definitivamente selado.

Reforçam essa análise os votos decisivos de Tia Eron (PRB-BA) e Wladimir Costa (SD-PA). Não fosse esse apelo dos eleitores, dificilmente eles votariam pela cassação. O último chegou a afirmar pouco antes do processo que o correntista suíço não havia mentido. Já Tia Eron fez suspense até os últimos momentos.

Apesar da força de Cunha no parlamento e no próprio governo, o fato é que as chances dele de escapar de uma cassação são cada vez mais remotas, sobretudo num ano eleitoral.

Diante de tudo isso, quem fica mais vulnerável é Temer. Cunha é figura central do seu governo. Tem várias indicações como André Moura (líder do governo), Alexandre de Moraes (ministro da Justiça), Gustavo do Vale Rocha (subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil) e Carlos Henrique Sobral (chefe de gabinete de Geddel Vieira).

Mas, sem sombra de dúvida, o maior problema são ameaças. Cunha já avisou que não vai para o sacrifício sozinho. Ele já prometeu levar consigo ao menos 150 colegas e ministros. Caso seja preso, a hecatombe será certa.

 

 

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