Ana Prestes lançará livro infantil sobre o Dia Internacional da Mulher

Conheci Ana quando estive em sua casa, na época em Contagem, para entrevistar sua avó, a guerreira Maria Prestes, viúva do famoso Luis Carlos Prestes. Mas fomos nos conhecer melhor ano passado, quando estive em Brasília, onde ela vive hoje com as duas filhas.

Por Cinthya Oliveira,

 

Ilustração: Vanja Freitas

 

Recentemente, Ana Prestes me procurou para contar de seu projeto que está passando por um processo de financiamento coletivo no Catarse. Trata-se de um livro infantil sobre o Dia Internacional da Mulher. Não é uma ideia bacanérrima, poder empoderar meninas e instruir meninos desde a infância?

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Sábado tem Picnik e bate-papo sobre mudar o mundo

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Sábado sem chuva, sem nuvem, só azul solar no céu: é dia de Picnik no Parque da Cidade, com aquela programação eclética, cheia de mil coisas, mil tribos, mil razões pra você ir até lá.

É dia também de eu superar a vergonha de falar em público e participar de um bate-papo promovido pela Red Bull Amaphiko, um projeto bem interessante de apoio a jovens empreendedores sociais.

Esses jovens criativos e cheios de ideias para mudar o mundo são escolhidos pela empresa e recebem treinamento e consultoria. A ideia é ajudar projetos sociais inovadores a dar certo, e a chegar a mais e mais gente.

Três dos participantes desse bate-papo, no Picnik, integram a rede do Amaphiko – curiosa, fui atrás do significado desse nome: asas (claro) na língua zulu. São eles: Adriana Mallet (do S.A.S Brasil), André Cervi (do Atados – Juntando Gente Boa) e Nayana…

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Natália Viana: A direita abraça a rede

A ascensão dos grupos conservadores nas redes sociais – da revolta “pop” ao uso de perfis fake e robôs importados da campanha eleitoral.

Por Natália Viana, da Agência Pública

 

 

A direita abraça a rede.

A direita abraça a rede.

Aos 37 anos, o carapicuibano André Ricardo de Paulo não sabe explicar com precisão qual sua tendência política. “Eu não sei me definir ainda. Posso dizer que sou conservador politicamente e liberal no sentido econômico”, diz. “Não tem como negar que estão ligados à direita.” Mas alguns anos atrás André sabia perfeitamente o que era: “Não tinha consciência política”. Em 2002, na campanha eleitoral que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva, votou nulo simplesmente por não conhecer nada sobre o tema. Em 2006, votou pela reeleição do ex-presidente. “Nós achávamos o máximo o Lula no poder. O Lula é um fenômeno, sair de onde ele saiu e chegar aonde chegou.” Hoje em dia, depois de ter buscado se informar, André está seguro de que o Brasil vive uma “ditadura disfarçada” e de que “Lula e Dilma fazem parte do mesmo projeto: espalhar o comunismo na América”, explica ele, na varanda da casa dos sogros, uma coleção de puxadinhos de concreto em Carapicuíba, cidade da grande São Paulo, onde mora com a família da esposa – os pais e os cunhados –, além dos dois filhos. Na rua, crianças empinam pipa, um boteco atende aos moradores, e do outro lado as casas sem reboco enfileiram-se vermelhas. “Não é uma favela, é uma periferia. É a visão do Marrocos”, diz, colocando em seguida em cima da mesa um livro grosso, orgulhoso, “O mínimo que você tem que saber para não ser um idiota”, de Olavo de Carvalho. Explica: “Não tive tempo ainda para ler isso precisa de uma dedicação, né?”.

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Querido Pastor – Por Gregório Duvivier

Partilho com vocês este excelente texto sobre a intolerância religiosa.

Gregorio-duvivier

Querido pastor,

Aqui quem fala é Jesus. Não costumo falar assim, diretamente -mas é que você não tem entendido minhas indiretas. Imagino que já tenha ouvido falar em mim -já que se intitula cristão. Durante um tempo achei que falasse de outro Jesus -talvez do DJ que namorava a Madonna- ou de outro Cristo -aquele que embrulha prédios pra presente- já que nunca recebi um centavo do dinheiro que você coleta em meu nome (nem quero receber, muito obrigado). Às vezes parece que você não me conhece.

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